Dados do Ideb mostra avanço na Educação.

Charge sobre a Evolução Educativa.

Melhorar a educação será um desafio para o próximo governo e o assunto certamente vai fazer parte da campanha eleitoral. O Ideb faz um retrato minucioso da situação no país, nos estados, municípios e até mesmo nas escolas.

Os dados são de 2009, de escolas públicas e privadas, e mostram que houve melhora em todos os níveis. O maior avanço ocorreu nos anos iniciais do ensino fundamental, que pega as crianças de 6 a 10 anos. O Ideb subiu de 4,2 para 4,6, entre 2007 e 2009, numa escala que vai de 0 a 10.

A melhora perde fôlego entre os alunos velhos. Nos anos finais do ensino fundamental, o índice subiu de 3,8 para 4. E no ensino médio, de 3,5 para 3,6. O ensino médio é o nível de ensino com maiores problemas no Brasil.

Ainda que o Ideb tenha crescido – e isso é bom -, o nível de aprendizagem no Brasil continua baixo. Tanto que as notas obtidas pelos estudantes em língua portuguesa e matemática seguem abaixo do patamar atingido em 1995, quando o Ministério da Educação começou a aplicar provas padronizadas que permitem comparação no tempo.

Só na prova de matemática é que os alunos do 5.º ano do ensino fundamental conseguiram um resultado melhor do que em 1995.

Outro problema é que o avanço não é homogêneo. Como mostra a edição de hoje do Globo, o Ideb das séries finais do ensino fundamental caiu em 1.146 cidades brasileiras, na comparação de 2009 com 2007. É nada menos do que um quinto dos municípios. No Distrito Federal e em Roraima, o Ideb do ensino médio também caiu.

O Ideb é um índice criado pelo MEC para orientar investimentos e políticas educacionais. Como em educação não há resultados a curto prazo, pelo menos não num país do tamanho e as desigualdades do Brasil, o governo estabeleceu como meta para 2021 a média 6, nas séries iniciais do ensino fundamental. Esse número não foi escolhido ao acaso. Ele representa o nível de aprendizagem que os países desenvolvidos tinham em 2003. Para as séries finais, o prazo é um pouco mais longo: até 2025. E para o ensino médio, ainda mais: 2028.

Para chegar lá, o MEC definiu metas bienais, uma espécie de caminho das pedras. O Brasil atingiu e até superou as metas de 2009. Mas o número de cidades que não atingiu essas metas é de 1.299. Entre os estados, oito também não conseguiram: Amapá, Pará e Rondônia, nos anos finais do fundamental. E Rio de Janeiro, Espírito Santo, Sergipe, Piauí e Roraima no ensino médio.

Estados do Sul e Sudeste tiveram o melhor desempenho. Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Santa Catarina estão entre os cinco melhores nos três níveis analisados, isto é, anos iniciais e finais do ensino fundamental, e ensino médio. Esse ranking considera tanto as escolas públicas quanto as privadas.

O Rio de Janeiro ficou em décimo nas séries iniciais, 15.º nas finais e 18.º no ensino médio. No ensino médio, o Rio não só não atingiu a meta de 2009 como está estagnado. Uma olhada na série histórica mostra que, em 2005, o Ideb do Rio foi 3,3. Em 2007, caiu para 3,2 e, agora em 2009, voltou para 3,3.

Educação à Brasileira

Gostou? Compartilhe:

Veja estas

Deixe seu comentario