>Reportagem especial sobre desmatamentos na Amazônia.
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Uma área de mata atlântica de 103 mil hectares, equivalmente a dois terços da cidade de São Paulo, foi desmatada no Brasil entre 2005 e 2008.
O Estado campeão de desflorestamento foi Minas Gerais, pressionado pela produção de carvão. No perÃodo, perdeu-se 32,7 mil hectares de vegetação.
Além disso, a taxa anual de desmate permanece quase constante por oito anos -de 2000 a 2005 foram ceifados 34,9 mil hectares. De 2005 a 2008, foram 34,1 mil ha.
Isso mostra que a Lei da Mata Atlântica, aprovada em 2006, ainda não teve eficácia. Segundo a lei, o corte de vegetação primária e secundária só pode ocorrer em casos excepcionais, como para realizar projetos de utilidade pública.
Uma publicação do Princesa News, ainda no antigo dominio, em fevereiro de 2008 (22/02/2008), alertou para um vÃdeo que mostrava o apresentador Allen Perrell fazendo comentários sobre o Brasil e a Amazônia.
No vÃdeo, Allen fazia um apelo para a privatização do maior patrimôno brasileiro: a Floresta Tropical Amazônica (que detêm a maior área de floresta selvagem e rica biodiversidade, bem como também o maior indice de desmatamento do mundo) pela ARKHOS Biotecnologia. E afirmaram, inclusive: “A amazônia não pertence a nenhum paÃs. Pertence ao mundo“. Veja o vÃdeo abaixo:
A vergonha maior é saber que alguns comentários são verdadeiros, principalmente quando afirma que “quem deveriam tomar conta destas riquesas não estão à altura da tarefa“. Uma vergonha para o Brasil que, ainda, ‘permite’ o desmatamento na Floresta Amazonica.
Com a divulgação do vÃdeo diversas hipoteses foram levantadas sobre o caso. A postura institucional da Arkhos deixou o senador Arthur VirgÃlio (PSDB-AM) furioso. “Tem notÃcia da maior gravidade que devo trazer ao conhecimento da Casa. Ela está no site da Agência Amazônia, sob o tÃtulo “Laboratório americano propõe privatizar a Amazônia“, alertou.”Estou convidando essa empresa a se fazer representar em uma reunião da Subcomissão da Amazônia, que funciona na Comissão de Relações Exteriores (…), porque a notÃcia pareceu-me extremamente grave“, disse ele.
O fato é que a audiência não aconteceu nem acontecerá. A não ser que sejam definidos dia e hora no mundo virtual. A Arkhos, no final das contas era uma empresa fictÃcia criada em jogo virtual – “Alternate Reality Games” (ARGs) -, no site http://www.zonaincerta.com/. O jogo é patrocinado pelo Guaraná Antarctica, feito em parceria com a Editora Abril. A brincadeira tem como eixo uma misteriosa história envolvendo o biólogo Miro Bittencourt, que teria descoberto segredos da fabricação do guaraná. A Arkhos é a vilã que quer a Amazônia sob controle privado.
E tem, ainda, um grupo ambientalista, o Efeito Paralaxe. A “entidade” fezrotestos – reais – no dia da visita de George W.Bush ao Brasil. Procurada pela Folha, a patrocinadora do jogo esclareceu: “O Guaraná Antarctica aderiu a uma ferramenta de marketing inovadora e diferenciada, o ainda pouco explorado “alternate reality games” (ARGs), jogo que convida os consumidores da marca a desvendar um mistério. A ação gira em torno da fórmula secreta do Guaraná Antarctica“. Ao ser informado pela Folha sobre a real situação da empresa, o senador reagiu com bom humor: “É um mico danado, hein! Mas vou continuar vigilante a meu Estado, ainda que tenha que pagar outros micos. Neste caso foi brincadeira, mas tem gente que de fato pensa isso da Amazônia. Só não vou mais chamar o pessoal para depor“.
Os dados de desmatamento, da ONG Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, referem-se a 10 Estados, dos 17 que ainda têm o bioma. Atrás de Minas na lista de desmatadores estão Santa Catarina e Bahia. No ranking das cidades, as lÃderes de destruição são Jequitinhonha (MG), Itaiópolis (SC) e Bom Jesus da Lapa (BA).
O cenário é desanimador para a floresta que tem seu dia comemorado hoje. “Sinaliza que o poder público não tem priorizado o tema. É preciso melhorar a fiscalização”, afirma Marcia Hirota, diretora da ONG SOS. Ela defende, inclusive, que os Estados adotem metas de redução do desmate.
A área original do bioma está reduzida a 11,4%, se considerados os fragmentos de floresta acima de 3 hectares -quanto menor a área, mais difÃcil é a sobrevivência das espécies. Mas, se apenas fragmentos com mais de cem hectares forem levados em consideração, o remanescente cai para 7,9%.
Em Minas, a região mais desmatada fica na divisa com o cerrado. E, de acordo com Mario Mantovani, também diretor da ONG, sua destruição está relacionada à exploração de carvão vegetal para a siderurgia.
Fonte: Com informações de O Video: Princesa News.Com, Foto: Vista aérea do Rio
Globo.
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