>Adeus ao rei: Michael Jackson morre após parada cardiaca.
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O cantor Michael Jackson morreu, na tarde desta quinta-feira (25), em Los Angeles, depois de uma parada cardÃaca. O músico de 50 anos planejava a volta aos palcos, no próximo mês, em Londres.
Logo após o meio-dia de quinta-feira (horário de Los Angeles), paramédicos atenderam a um chamado de emergência na mansão de Jackson em Holmby Hills. Menos de uma hora depois, o “TMZ” (Foto abaixo) – mesmo site que revelou o ataque de ira antissemita de Mel Gibson em sua prisão por dirigir embriagado em 2006, mas que também costuma mostrar fotos “impróprias” de celebridades – anunciou que o astro havia tido uma parada cardÃaca. Às 14h44, saiu à frente dos sites rivais informando o mundo de sua morte, que ocorreu à s 14h26.
Em um dia já agitado pelo falecimento da estrela de TV dos anos 70 Farrah Fawcett, a morte de Jackson colocou o “TMZ” em estado de sobrecarga. Apesar do espÃrito de tabloide, o site, que pertence e é operado por uma divisão da gigante Time Warner, e seu programa de TV aparentemente deixaram seus rivais consternados. A prova seria que vários meios de comunicação ao redor do mundo deram o crédito da notÃcia ao “Los Angeles Times”, que anunciou o falecimento do cantor em seu website só à s 14h51.
Por volta das 16h, uma multidão estava concentrada do lado de fora do Centro Médico da UCLA Medical Center, e tanto celebridades como fãs mandaram tantas mensagens lamentando a morte do astro no Twitter que o serviço ficou indisponÃvel temporariamente.
Enquanto isso, a CNN ainda estava dependendo de “relatos” de outras mÃdias e informando aos telespectadores que não havia conseguido verificar sozinha a informação. Somente quando legistas confirmaram a morte de Jackson foi que a CNN divulgou o fato para o público, à s 16h25.
A ironia é que a CNN, assim como o “TMZ”, é propriedade da Time Warner. Mas a Fox News e a MSNBC também se esforçaram para conseguir fontes.
Se a falta de crédito irritou Harvey Levin, editor executivo do “TMZ”, ele não admitiu. Ao “Los Angeles Times”, o jornalista afirmou:

- Isso é tÃpico. Não importa o que os outros digam, as pessoas sabem que demos a história em primeira mão. É assim que os concorrentes lidam com isso. Nossa credibilidade não é uma questão.
Ele continuou:
- Hoje fiz cem ligações, e todo mundo fez cem ligações. Cobrimos a cidade inteira. Estávamos recebendo ligações de todo canto do mundo, perguntando “Vocês têm certeza?”. Essa é uma pergunta muito esquisita. Não terÃamos publicado se não fosse verdade.
Sobre sua cobertura a respeito de Jackson, a CNN declarou: “Dada a natureza da história, preferimos ser cautelosos“, disse Nigel Pritchard, um porta-voz da CNN, que se recusou a dar detalhes.
No Twitter, o volume de mensagens relacionadas a Micheal Jackson – que chegou a 5.000 por minuto em seu pico – foi tão grande que alguns usuários afirmaram ter tido problemas em acessar o serviço.
O cofundador do Twitter Biz Stone reconheceu o problema. “Vimos uma duplicação instantânea de tweets por segundo no momento em que a história apareceu“, disse Stone por e-mail ao “Los Angeles Times“. “Esta notÃcia em particular sobre a morte de um Ãcone global deste porte é o maior salto em tweets por segundo desde as eleições presidenciais americanas“.
As informações são do jornal “Los Angeles Times“.


