Marcelo Tas, do CQC, humilha personagem do Legendários da Record.

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Todo mundo sabe que o Legendários é uma mistura de Pânico com CQC, etc. etc. Originalidade há, mas pouca – menos do que eles tentaram anunciar antes da estreia. Do Pânico eles trouxeram as famosas perseguições por celebridades, no intuito de realizarem alguma dança ou proferirem tal bordão.

O Legendários criou o "Ombrinho Ombrinho Whatever", através da personagem Teena (Miá Mello, dessa aqui eu gosto). E agora, querem popularizar a dancinha do mesmo jeito que se deu com a Dança do Siri.

Com isso, o programa da Record já invadiu o Pânico (que não recebeu muito bem a visita), e o seu próximo alvo foi Marcelo Tas, a cabeça lisa pensante do CQC. Para isso, criou uma novelinha, para nos moldes da Sandália da Humildade, convidando o Tas a selar a paz entre os programas humorísticos, e fazer o Ombrinho Ombrinho. Para essa missão, escalaram logo quem: o Super Tição (Marcelo Marrom), que apesar do trocadilho interessante, é sem graça que chega a constranger.
Ideia em pauta, o Super Tição foi às ruas procurar Marcelo Tas, com direito a um drama paniquesco. Procurou e achou – mas quando aconteceu, o "super-herói brasileiro"constatou que seria melhor não ter achado.

Sim, a busca já teve seu último capítulo gravado. Não sei se a Record vai exibir, porque o Legendários passou pelo maior vexame da sua breve história. O programa foi até Belo Horizonte, onde o apresentador da Band realizava uma palestra para estudantes de jornalismo. Super Tição "invadiu" o auditório, com uma bandeira branca. Foi o momento de Tas brilhar.

Ao se revelar no meio da multidão, Marcelo Marrom falou: "Eu queria muito que isso não acontecesse aqui, e de verdade, de coração, a gente é admirador do Tas, o Tas inspira o Legendários hoje sim, a gente segue ele no Twitter pra saber o que é que ele fala, assiste o programa, que é comentado nas nossas reuniões; e o Legendários é um programa que tá começando, e precisa dessa ousadia. Então, em nome dessa ousadia que você tanto prega, eu queria te entregar essa bandeira da paz aí no palco". Esse conjunto de pérolas (perseguição + te sigo no Twitter + o CQC é assunto das reuniões + você prega ousadia por isso parte da culpa é sua), Tição achou que estava arrasando. Não contou com essa:

"Eu posso te perguntar uma coisa antes?" "- Pode". "Eu trato você… ‘sem paz’, eu trato você com algum tipo de agressividade?" "-Não… Até agora não, né?". "Então por que você precisa pregar a paz?" "-Porque, é, a paz, é… Você fala muita coisa no Twitter, né? Ai você falou ‘não, não vou fazer o Ombrinho…" "- Vem aqui, querido.". Tas convidou Super Tição a subir ao palco, onde a pagação ficaria mais visível para todos.

"Pra mim não precisa de bandeirinha pra falar paz, a paz é uma coisa que ou a pessoa tem dentro de si ou não tem…", disse Tas, enquanto ficou com a cara no ar enquanto cumprimentava o "herói", que estava falando: "Eu quero dizer que é de coração, não é demagogia. No Legendários…" Começou a enrolação, e foi interrompido:"Nós estamos aqui no meio da palestra, eu já peguei a bandeirinha, podemos continuar com a palestra?". Era para ele ter dito SIM, e TCHAU, mas nããão… "Vai fazer o Ombrinho ou não vai?". Os estudantes começaram a gritar "Não!", e Tas, esperto que é, apelou para a democracia: "Você gosta de democracia?" "-Gosto" "Então vamo lá. Quem quer que eu faça o Ombrinho, levante a mão".

O resultado foi que, num auditório lotado… apenas uma pessoa levantou a mão. O resto da história é só reação pós-vexame. Marcelo Marrom sai da UniBH completamente humilhado. Estava só fazendo o seu trabalho e eu sei, nada em particular contra ele. E foi o Legendários que procurou: criaram um dramalhão, e agora devem privar seu telespectador deste patético último capítulo…

 

Blogaritmox

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